Eurico tenta abafar vozes da oposição no Vasco e na internet

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São Januário, desde os famosos discursos de Getúlio Vargas, nas décadas de 1940 e 1950, possui vocação política. Atualmente, porém, os atores são outros, e os métodos, também. Em ano eleitoral, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, opta por tentar abafar as vozes contrárias à sua administração. Seja no clube, seja nas redes sociais, a ordem é reprimir as manifestações de oposição.
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Com a justificativa de blindar o departamento de futebol e a instituição, o Vasco optou por uma série de ações de restrição. Nas sociais de São Januário, limitou o acesso a torcedores convidados. A confusão que explodiu no setor na derrota para o Corinthians, no último dia 7, em que torcedores que criticavam Eurico foram agredidos por seguranças do clube, deixou marcas em quem apanhou e criou o medo de represálias.

Acusada pela atual gestão de participar dos protestos nas sociais, a equipe do Vasco Patriotas, de futebol americano, foi proibida pela diretoria de utilizar qualquer nome ou marca que faça referência ao clube de São Januário.

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— É quase um mantra repetido pela diretoria, que tudo que acontece tem viés político. Os Patriotas nunca se manifestaram politicamente. A parceria existia há sete anos. Só que o torcedor tem direito de protestar quando o time toma cinco gols em casa. Isso não tem nada de político. Foi total falta de consideração a tudo que os Patriotas fizeram representando o Vasco, com quase nenhum apoio — rebateu Marcel Dantas, presidente dos Patriotas.

Já nas arquibancadas, o papel de coerção sai das mãos dos seguranças e passa a ser das organizadas favoráveis à diretoria. Quem é contra Eurico Miranda se manifesta. Quem é a favor reage, e tem início a briga entre pessoas que deveriam estar do mesmo lado.
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O clima de insegurança no estádio já reflete na queda de público nas partidas. No sábado, 9.966 pagantes foram ao estádio ver a vitória sobre o Avaí. Contra o Bahia, antes do início das confusões, 17.770 pagaram para ver o jogo, sendo que o time vinha de goleada de 4 a 0 para o Palmeiras.

— Torço para que as famílias voltem. Damos tratamento ao torcedor que não existe em lugar nenhum. Mas se for para ter esse tipo de manifestação política, é melhor nem vir — ressaltou Eurico Miranda.

O presidente do Vasco tem agido também no campo virtual. A interatividade tão característica das redes sociais foi escanteada na nova política adotada pelo clube, simples e direta: quem faz críticas à diretoria nas contas oficiais é bloqueado e proibido de se manifestar de novo.

A iniciativa foi duramente criticada por grupos de oposição, torcedores comuns e ilustres, como o ex-meia Juninho Pernambucano e o ator Bruno Mazzeo. Segundo Eurico, o clube passou a ter um moderador para que não seja atacado nas redes sociais.
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— Aqui no Vasco é privado. Não posso deixar um cara chegar no Facebook para denegrir o clube. Aí entram flamenguistas, anti-Vasco… Vão continuar reclamando. Que escrevam em outros lugares — cravou.

Opositor perde vaga

No último sábado, o presidente do Conselho Fiscal do Vasco, Otto de Carvalho Júnior, acusou a diretoria de ter tirado sua vaga de estacionamento cativa em São Januário, o que seria uma represália à decisão de Otto de concorrer à presidência do clube como oposição. Eurico garante que o dirigente nunca teve direito a essa vaga. Já o opositor rebate.

— Não fui comunicado de nada, só falta agora dizer que eu não entro no clube. Isso só mostra que eu estou incomodando — afirmou Otto.

Fonte: O Globo

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