Eurico vai recorrer na Justiça e questiona rapidez em decisão

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Poucas horas depois de a Justiça suspender os votos da urna 7 – o que colocou Julio Brant como primeiro lugar na eleição do Vasco -, o atual presidente do clube, Eurico Miranda, veio a público. Ele confirmou que vai recorrer da decisão e mostrou estranheza com a rapidez com que a juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves concedeu o pedido de tutela antecipada à ação assinada pela oposição.

– Quero ressaltar uns pontos que me causaram estranheza. Uma ação que é levada a uma outra ação… as alegações que são feitas na terça-feira, com um feriado no meio, na quinta já são levadas em consideração.

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Ficar claro que vamos recorrer da decisão. Não tenho dúvida que essa decisão vai ser modificada, diante de tudo que foi feito. Cumprimos tudo que foi determinado – afirmou Eurico.

Eurico Miranda concede coletiva, acompanhado de Leonardo Rodrigues, diretor jurídico do Vasco (Foto: Fred Huber / GloboEsporte.com)

Eurico Miranda concede coletiva, acompanhado de Leonardo Rodrigues, diretor jurídico do Vasco (Foto: Fred Huber / GloboEsporte.com)

Na noite da última terça-feira, o Vasco entregou os documentos para comprovar a regularidade dos sócios colocados sob suspeita – ao todo, 475 votaram na urna 7, separada pela Justiça.

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Na manhã desta quinta, saiu a decisão da juíza. Nela, ela considera que os documentos apresentados pelo Vasco não foram suficientes para comprovar a situação legal dos sócios e relata ainda indícios de irregularidade na filiação deles – ocorrida entre novembro e dezembro de 2015.

Acompanhado por Leonardo Rodrigues, diretor jurídico do Vasco, Eurico começou a coletiva num tom de voz mais baixo. Depois, se soltou mais. Ele garantiu que o caderno de votação da urna 7 foi entregue à Justiça. Na decisão, a juíza afirma que ele não foi fornecido.

– Foi tudo entregue. Trabalharam no feriado? Não acredito. Sequer foi analisada a documentação. Podia questionar um, dois, três, quatro, cinco, seis, dez… Agora, dizer que não comprovou? O que o Vasco mais fez foi comprovar. O que estão querendo procurar é pêlo em ovo. O processo é contra o Vasco, atinge o Vasco. Como se a coisa fosse fraudulenta, e não é verdade. Atinge a administração. A situação do Vasco fica extremamente difícil.

O mandato atual de Eurico vai até o dia 16 de janeiro. Até lá, ele garantiu que cumprirá os compromissos.

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– Quero tranquilizar o corpo de funcionários, os credores do Vasco, e, principalmente, sobre time de futebol. Difícil que tudo isso não afete o futebol, a luta pela Libertadores. Com a decisão ou sem decisão, a administração permanece e tem a responsabilidade de gerir até a primeira quinzena de janeiro. Isso que posso passar aos que estão envolvidos, com a certeza de que vamos reverter.

Defesa a Nilson Gonçalves

Eurico também saiu em defesa a Nilson Gonçalves, citado por três sócios que depuseram na 17ª delegacia e citaram irregularidades no processo de filiação. Nilson é diretor da base do Vasco e aliado de longa data do presidente, que não viu problema na atuação do dirigente.

– Por que tenho que conversar com Nilson, com José…? Se foi aliciado por A, B, C… o que isso implica? Ninguém recebeu um centavo. Se teve aliciamento, eu vou logo dizendo. Se o Nilson fez, não vejo nada de irregular. Se for fazer campanha para alguém, você procura e não vai ser aliciador.

O presidente cruz-maltino questionou também os depoimentos dos três sócios.

– Tem depoimento às 20h45, 20h15… em lugares diferentes. Evidente que essas pessoas foram mandadas para fazer esse depoimento. O que isso pode influir se foi feito na terça? Se tem um feriado no meio. Como que chegam em conjunto na véspera do feriado? O que eu comento é isso. Solicitaram os outros 440 que votaram?

Vazamento de decisão incomoda diretoria

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De acordo com Leonardo, o clube vai tomar providências contra o vazamento da decisão da juíza. O processo corre em segredo de justiça.

– Mais uma vez lamentamos saber de uma decisão judicial pela imprensa. Quando o processo corre em segredo de justiça. Está sendo explorado politicamente de forma indevida para se criar um contexto de instabilidade. Formulamos um pedido de instauração de inquérito para ser analisado esse vazamento. Chegam na imprensa de forma instantânea – disse Leonardo.

O diretor jurídico do Vasco mostrou confiança em reverter a decisão.

– Acho que a ilustre magistrada foi induzida a erro, e acho que quando o Vasco explicar será outra decisão. O processo precisa ser conduzido sem atropelo. Não fomos intimados ainda. Entramos com 2 mil documentos, não me parece que haja tempo hábil para deliberar sobre isso. Me parece que a decisão tem um caráter abrupto, sem o Vasco ser previamente ouvido. Só a versão dos autores. Nos preocupa e será abordado no recurso que quem diz que há fraude está usando de fraude no processo. Foi um tiroteio se lançando no judiciário.

Fonte: Globoesporte.com

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