Ex-Vasco, Jéferson vira dono de escolinha e academia após fim de carreira precoce

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Após aposentadoria precoce, Jéferson mora hoje em  João Pinheiro, no interior de Minas (Foto: Reprodução/Facebook)Após aposentadoria precoce, Jéferson mora hoje em  João Pinheiro, no interior de Minas (Foto: Reprodução/Facebook)

Após aposentadoria precoce, Jéferson mora hoje em João Pinheiro, no interior de Minas (Foto: Reprodução/Facebook)

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A saudade que Jéferson sente de jogar futebol fica fácil de ser percebida em um brevíssimo contato. Afinal, a cicatriz deixada após ter abandonado os gramados tão cedo, aos 31 anos de idade, ainda é recente, dói e segue aberta apesar do longo tempo sem fazer o que mais ama, principalmente por ter sido parado pelas lesões, seu principal adversário durante a carreira.

Mas o ex-jogador, campeão da Série B de 2009 e da Copa do Brasil em 2011 pelo Vasco, tenta compensar de alguma maneira toda a nostalgia. Aos 33 anos e aposentado desde 2016, quando vestiu a camisa do Madureira-RJ, o ex-meia abriu uma escolinha de futebol para trabalhar com cerca de 80 crianças em João Pinheiro, município no interior de Minas Gerais, onde ainda é dono de uma academia.

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“Eu parei. Parei depois de um lesão no tendão que eu tive na perna esquerda. Aí eu decidi vir embora para casa. Montei uma academia e um projeto de escolinha. A escolinha me fez não me sentir longe do futebol”, conta Jéferson.

Jéferson atualmente é dono de uma academia no interior de Minas Gerais (Foto: Reprodução/Facebook)Jéferson atualmente é dono de uma academia no interior de Minas Gerais (Foto: Reprodução/Facebook)

Jéferson atualmente é dono de uma academia no interior de Minas Gerais (Foto: Reprodução/Facebook)

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Formado na base do Brasiliense, Jéferson despontou com a camisa do Santo André na temporada 2008. No ano seguinte, acabou contratado pelo Vasco. Logo em sua estreia – contra o Americano na primeira rodada do Carioca -, Jéferson foi escalado irregularmente. Na época, o Cruz-Maltino foi punido pelo TJD-RJ com a perda de seis pontos e acabou eliminado da Taça Guanabara.

Mesmo assim, Jéferson teve algumas oportunidades na equipe titular e chegou a cair nas graças da torcida no início daquela temporada. Tanto que, diante do rival Flamengo, o meia marcou um dos gols da vitória por 2 a 0 do Cruz-Maltino no Marcanã pela Taça Rio de 2009. Momento que Jéferson considera, inclusive, como o mais marcante durante a sua passagem por São Januário. 

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– Meu momento mais marcante, sem dúvidas, foi contra o Flamengo. Maracanã com quase 80 mil pessoas, e eu pude fazer um gol. É um sonho de milhões de crianças. Quem não quer jogar um clássico no Maracanã com milhares de pessoas e ainda marcar um gol no Flamengo? Muitos querem, e eu fui abençoado – garante.

Ainda em 2009, fez parte do grupo do Vasco campeão da Série B do Brasileiro, mas acabou prejudicado pelas seguidas lesões ao longo da temporada. Em 2010, acabou cedido ao Avaí e, sem repetir as boas atuações, retornou ao Cruz-Maltino. Já em 2011, fez parte do grupo campeão da Copa do Brasil – chegou a ser titular e a marcar um gol na goleada por 6 a 1 sobre o Comercial-MS, pela primeira fase.

Jéferson chegou ao Vasco em 2009; pelo clube, foi campeão da Série B e da Copa do Brasil (Foto: Cezar Loureiro/AGÊNCIA O GLOBO)Jéferson chegou ao Vasco em 2009; pelo clube, foi campeão da Série B e da Copa do Brasil (Foto: Cezar Loureiro/AGÊNCIA O GLOBO)

Jéferson chegou ao Vasco em 2009; pelo clube, foi campeão da Série B e da Copa do Brasil (Foto: Cezar Loureiro/AGÊNCIA O GLOBO)

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Apesar disso, perdeu espaço e acabou cedido ao Sporting Kansas City, dos Estados Unidos, ainda em 2011. A partir daí, retornou ao Brasil e rodou por Bahia, Atlético-GO, Boavista-RJ, América-RN, voltou ao Vasco em 2015 e passou pelo Madureira, onde percebeu, em 2016, que era o momento certo de colocar um fim na trajetória como profissional.

– Foi onde eu decidi realmente parar. Fiquei muito frustrado. Eu já não conseguia render da mesma forma que eu queria, voltar a jogar como eu era antes. Surgiram algumas coisas, mas tinha a minha preocupação com a lesão. Até agradeci aos dirigentes, mas dali em diante eu decidi parar.

Confira a entrevista na íntegra com Jéferson:

Fim de carreira

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– Eu parei. Parei depois de um lesão no tendão que eu tive na perna esquerda. Aí eu decidi vir embora para casa. Montei uma academia e um projeto de escolinha. A escolinha me fez não me sentir longe do futebo. Agora o intuito é encontrar, quem sabe, alguma criança que possa se tornar um profissional, assim como eu me tornei, e que possa ajudar a família.

Jeferson chegou a retornar ao Vasco em 2015, mas não teve espaço (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)Jeferson chegou a retornar ao Vasco em 2015, mas não teve espaço (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Jeferson chegou a retornar ao Vasco em 2015, mas não teve espaço (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

A saudade do futebol

– Primeiro é muito difícil. Porque você está acostumado com o dia a dia de competições, viagens. Para mim ainda está sendo muito difícil acompanhar, assistir, mas, infelizmente, eu tive muitos problemas de lesões. Tive lesões sérias e, quando você trata de saúde, tem que pensar no futuro.

Pensar que depois você não pode, de repente, nem jogar brincando, que é o que eu mais amo fazer. Foi uma decisão difícil, mas foi bom que hoje eu estou perto da família, posso me dedicar às crianças do projeto, cuidar dos meus familiares, porque no futebol você sempre está muito longe.

A gota d’água

– A decisão eu tomei depois de ter passado no Madureira. Se eu continuasse, eu teria que suportar a dor e me colocaria em risco de romper o tendão de Aquiles. Foi onde eu decidi realmente parar. Fiquei muito frustrado. Eu já não conseguia render da mesma forma que eu queria, voltar a jogar como eu era antes. Surgiram algumas coisas, mas eu tinha a minha preocupação com a lesão. Até agradeci aos dirigentes, mas dali em diante eu decidi parar.

Experiências para as crianças

– Eu participo das aulas, estou sempre em cima. Acho que isso supre um pouco a falta que eu sinto dos treinos. Estou sempre com as crianças e passando um pouco da minha experiência. Isso está me ajudando bastante a tirar essa saudade que eu sinto de jogar.

O Boavista foi um dos clubes que Jéferson defendeu ao longo da carreira (Foto: Bruno Turano / Agência Estado)O Boavista foi um dos clubes que Jéferson defendeu ao longo da carreira (Foto: Bruno Turano / Agência Estado)

O Boavista foi um dos clubes que Jéferson defendeu ao longo da carreira (Foto: Bruno Turano / Agência Estado)

As lesões e os planos para a vida pós-carreira

– Cara, sempre lutei contra as lesões. Eu tive uma grave no Vasco. Mas eu sempre lutava, me superava. Mas chegou no final, já com 31 anos, e você não tem aquela mesma reação. Fui vendo que estava um pouco diferente. Você nunca vai estar 100% pronto para parar, mas eu tive a visão de ir guardando dinheiro, investindo em imóveis.

Não fui de sair gastando o dinheiro todo. Então eu já vinha tendo essa adaptação, vinha estudando, já tinha ajudado a formar o meu irmão na área de educação física. Vinha me preparando para o fim da carreira. Pude montar o meu próprio negócio para não precisar trabalhar para ninguém. Por um lado, foi muito bom, porque tenhos amigos, conhecidos, que bateram cabeça e não conseguiram construir isso.

Jéferson também defendeu o América-RN, em 2014 (Foto: Edmo Nathan/Divulgação)Jéferson também defendeu o América-RN, em 2014 (Foto: Edmo Nathan/Divulgação)

Jéferson também defendeu o América-RN, em 2014 (Foto: Edmo Nathan/Divulgação)

Momento mais marcante pelo Vasco

– O momento mais marcante da minha carreira foi jogar no Vasco. Puder jogar em um Maracanã cheio, fazer gol lá, fazer jogos importantes. Acho que o Brasil me conhece pela passagem que eu tive no Vasco. Acho que foi a época mais importante. Meu momento mais marcante, sem dúvidas, foi contra o Flamengo. Maracanã com quase 80 mil pessoas, e eu pude fazer um gol. É um sonho de milhões de crianças. Quem não quer jogar um clássico no Maracanã com milhares de pessoas e ainda marcar um gol no Flamengo? Muitos querem, e eu fui abençoado.

Torcida pelo Vasco

– Torço muito. Eu assisto mais as categorias de base. Mas, quando paro para assistir os jogos, tem que ser do Vasco. Bate aquela saudade.

Fonte: Globoesporte.com

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