Ex-Vasco revela pérola da ‘imitação de galinha’ na França com Chulapa

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Nem todo mundo consegue realizar o sonho de infância. No Brasil, na maioria das vezes, esse objetivo é se tornar um jogador de futebol profissional. Demorou, mas aos 20 anos Alex Dias fez seu primeiro teste no Remo, foi aprovado, e chegou onde muitos desejam: ser campeão brasileiro, atuar em grandes equipes, incluindo o clube do coração… Fã de sertanejo, o ex-atacante fez tudo isso, mas, em entrevista exclusiva ao FoxSports.com, revelou que sua maior ambição era seguir a carreira musical.

“A voz não me ajuda, mas meu sonho era ser cantor”, falou. O ex-Vasco, São Paulo, Goiás e PSG, entre outros, hoje vive em Goiânia e trabalha agenciando atletas em uma empresa com cerca de 50 jogadores. “Tenho vontade de fazer alguns cursos para entender um pouco mais do futebol”.
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No Goiás, clube no Brasil que teve maior identificação, conheceu o amigo Aloísio Chulapa. Com ele fez dupla de ataque durante seis anos, em três times diferentes e passou pelo momento mais difícil no esporte, Na França, em 2001, teve o passaporte falsificado e foi impedido de seguir jogando no melhor momento da carreira. Quando defendia as cores do Saint-Étienne, viveu a situação que não gosta nem de lembrar e até hoje não sabe explicar ao certo que ocorreu.

“Foi um fato triste. Me prejudicou porque eu não pude jogar. Os torcedores e o próprio clube entenderam que não tinha motivo pra eu fazer uma coisa dessas pra tirar vantagem, eu era titular do time, ídolo, várias propostas de outros clubes… Foram muitos os envolvidos nesse caso, eu nem sei explicar ao certo”.
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Alex Dias passou por grandes clubes brasileiros, mas acredita que o melhor momento da carreira foi em terras europeias. Ainda muito novo, deixou o Remo e se aventurou em Portugal, não deu certo. Anos depois, mais maduro, fez sucesso na França, se tornou ídolo e atuou ao lado de Ronaldinho Gaúcho. A dificuldade, porém, foi com o idioma. Os amigos brasileiros foram essenciais para a adaptação, mas entre fatos curiosos e engraçados, Alex percebeu, logo na chegada ao país, que precisaria de um tradutor.

“Estava eu, um amigo, o Aloísio e a esposa dele em um restaurante. Nós não sabíamos como pedir a comida. Quando o garçom passou com uma bandeja com frango, esse meu amigo começou a imitar uma galinha. A gente riu muito, até ajudamos na mímica. Deu certo, o garçom entendeu. Depois disso a gente só andou com tradutor”.
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Vitorioso por onde passou, Alex Dias guarda apenas uma frustração dos anos de futebol: ausência na seleção brasileira. Eleito o melhor estrangeiro na França por dois anos consecutivos e integrante de uma parceria de sucesso com Romário no Vasco, o ex-jogador acredita que poderia ter realizado esse sonho.

“Não existe mágoa nenhuma porque eu nasci em uma época de grandes atacantes. Mas quando eu estava na França eu poderia ter uma oportunidade. O Sonny Anderson, por exemplo, jogava no Lyon e foi convocado. No Vasco, eu também arrebentei. Foi outro momento que poderia ter sido chamado”.

Cinco anos após pendurar as chuteiras, o agora empresário divide seu tempo entre o trabalho e a família, mas não abre mão do futevôlei. Apaixonado por automobilismo, confessa que guarda até hoje um capacete do ídolo Ayrton Senna, sua maior inspiração no esporte.

“No meu armário na França tinha duas bandeiras do Ayrton Senna. No dia que ele morreu eu estava jogando um clássico pelo Remo e fiz uma homenagem aele. Na França também procurava lembrar dele nas comemorações. Até hoje guardo um capacete dele no meu escritório”.

Confira outros trechos da entrevista:

INÍCIO DA CARREIRA:

“Eu nasci no Mato Grosso do Sul e fiz alguns testes pelo Brasil, inclusive no Atlético Mineiro. Só aos 20 anos que, através de um amigo, apareceu a oportunidade de fazer um teste no Remo. O Edu Coimbra, irmão do Zico, me lançou nos profissionais”.

PORTUGAL:

“Foi uma experiência muito boa. Tive sorte porque o Artur, que depois ficaria conhecido como Rei Artur, e o Luciano Viana foram para o Boavista. Os portugueses vieram pagar um jogo aqui, que estava previsto na transação deles dois, eu arrebentei nesse jogo. Depois disso acabei assinando um contrato de cinco temporadas. Eu tinha amigos lá, não tive problema de adaptação, mas não fui titular, joguei pouco, era muito novo ainda”.

GOIÁS:

“É o clube que mais me identifiquei no Brasil. Na primeira passagem foram quatro anos e quatro títulos. O Goiás é minha segunda casa. A torcida tem um carinho grande por mim e eu por eles”.

ALOÍSIO CHULAPA:

“Tem dois caras que pra mim foi uma honra ter jogado junto. O Romário no Vasco, que é um ídolo, e o Aloísio, que é um irmão pra mim, um amigo que tenho até hoje. Joguei junto com o Chulapa em três clubes seguidos (Goiás, Saint-Étienne e PSG)”.

SAINT-ÉTIENNE:

“Nós fomos ídolos no Saint-Étienne, eu fui eleito por dois anos seguidos o melhor jogador estrangeiro. Eles têm o plano de fazer uma despedida pra gente, é o meu sonho, fazer mais um jogo pelo clube”.

RONALDINHO GAÚCHO:

“Mesmo sendo no início da carreira, dava pra ver que ele iria explodir. No PSG a gente jogava futevôlei e só dava a gente. Não perdíamos uma para os argentinos e espanhóis. Era eu, Aloísio e Ronaldinho. Nessa época o Gaúcho ainda era mais tímido. Mas sempre gostou de pagode. É um cara muito extrovertido, estava sempre se arriscando com algum instrumento”.

SELEÇÃO BRASILEIRA:

“Foi a única coisa que faltou na minha carreira. Não existe mágoa nenhuma porque eu nasci em uma época de grandes atacantes. Mas eu acredito que quando eu estava na França, sendo eleito o melhor estrangeiro dois anos seguidos, eu poderia ter um oportunidade. O Sonny Anderson por exemplo jogava no Lyon e foi convocado. Quando eu estava no Vasco, eu também arrebentei. Foi outro momento que poderia ter sido chamado. Mas não fico chateado, minha carreira, com um sem seleção brasileira, foi brilhante”.

MÚSICA SERTANEJA:

“Eu sou amigo do Leonardo, do Marrone… de pessoas ilustres lá de Goiás. Levei o sertanejo para todos os lugares que eu fui. Eu e o Aloísio colocávamos sempre lá na França. O pessoas não entendia nada da letra, mas eles curtiam a música.  A voz não me ajuda, mas meu sonho era ser cantor sertanejo”.

CARREIRA FORA DOS GRAMADOS:

“Hoje eu tenho um escritório em Goiânia e cuido da carreira de alguns jogadores como Maikon Leite, Rithely, Amaral (Chapecoense)… Já são 50 atletas com a gente. Tenho vontade de fazer alguns cursos para entender um pouco mais do futebol, mas virar técnico hoje não passa pela minha cabeça. Além disso eu não largo o futevôlei. Virou minha paixão depois que eu parei de jogar”.

Fonte: Fox Sports
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