Famoso por comemoração, ex-atacante do Vasco joga a 2ª divisão do RJ

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Poucos jogadores conseguem atuar por grandes rivais. Mais difícil ainda se tratando de dois dos maiores clubes do país. Seja por identificação com um deles, pelo medo de uma rejeição, ou até mesmo por falta de oportunidade. Jean, que aos 35 anos defende o São Gonçalo, da 2ª divisão do Rio, é um dos poucos privilegiados a atuar e ter bom desempenho por Flamengo e Vasco.

Revelado no rubro-negro, o atacante foi carrasco do cruzmaltino no Carioca de 2004 ao marcar um hat-trick na final. Anos depois virou a casaca, com boas atuações e a comemoração “Tô doido”, que ficou famosa exatamente após um gol contra a equipe da Gávea. Terminou com seu nome gritado também pelos vascaínos.

Além dos cariocas, Jean atuou em outros clubes do futebol nacional e internacional. No Santos, viu de perto o surgimento de Neymar e Ganso e o sucesso da dupla. No Corinthians, onde pouco atuou, teve o carro quebrado por torcedores, antes mesmo de estrear. Em terras estrangeiras conheceu o local da próxima Copa do Mundo e garante que os russos são apaixonados pelos brasileiros e vão realizar uma grande competição.

“O Russo é louco pelo futebol. E de um modo geral, eles têm um carinho grande com os brasileiros. A estrutura melhorou muito da minha época. Eles têm totais condições de realizar uma excelente Copa do Mundo”.

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Amor à camisa e “lei do ex”

Torcedor do Flamengo, Jean chegou ao clube com apenas 10 anos. Foi promovido aos profissionais em 2002, com 20 anos, mas a ficha só caiu duas temporadas depois quando foi o autor dos três gols do título do Fla na vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, em um Maracanã lotado.

“Conquistar um título com o Flamengo e ainda fazer três gols contra nosso maior rival… Poucos jogadores fizeram isso na história. Eu tenho o DVD e assisto aquele jogo até hoje”.

O momento ruim com a camisa rubro-negra aconteceu no mesmo ano. Favorito, o clube chegou para decidir a Copa do Brasil contra o Santo André. A final foi no mesmo palco que meses antes Jean havia sido ovacionado pelo torcedor, dessa vez o desfecho foi diferente.

“O nosso time tinha certeza que seria campeão. Mas nós não jogamos bem aquele jogo. Se ficássemos mais 90 minutos lá, acredito que não faríamos o gol”.

A proposta do Vasco pegou Jean de surpresa. Era difícil acreditar que o clube que ele sempre teve como maior rival, agora desejava contar com ele. Após atuar na Rússia, foram duas passagens no Cruzmaltino. Venceu a desconfiança da torcida e ficou marcado exatamente por um gol contra seu antigo clube.

“A gente criou um carinho muito grande. Eles por mim e eu por eles. Em relação ao ‘tô doido’, já tinha combinado com o Madson que faríamos aquela comemoração. O que não estava é que seria contra o Flamengo no Maracaña, isso foi coincidência. Não tinha ideia da proporção que tomaria. Foi algo que marcou, até hoje no São Gonçalo pedem para eu repetir aquilo”.

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Tumulto no Timão, honra no Peixe e volta pra casa

No Corinthians foram poucos jogos. Em um ano conturbado, logo após o fim da parceria com a MSI (fundo de investimento que esteve à frente do futebol do Corinthians por 10 anos), em meio a saída de vários atletas, Jean foi contratado. Mas não precisou nem entrar em campo para sentir que o momento no clube não era dos melhores, e a paciência da torcida já tinha esgotado.

“O momento era muito complicado. Toda aquela confusão do Carlos Alberto com o Leão, a saída do Tevez… Estava realmente muito difícil de trabalhar. Eu tinha acabado de ser apresentado e quebraram meu carro no estacionamento do clube, o meu e de outros jogadores”.

Em outro clube paulista teve o que ele considera um das maiores honras da carreira. Em 2009, no Santos, viu surgir toda humildade de uma das maiores promessas da história do Peixe. Mesmo muito novo, segundo o atacante, já era possível perceber que Neymar iria longe.

“Foi um grande privilégio ter atuado com ele. Estavam surgindo também o Ganso e o André. Ele era muito novo, mas nos treinos dava pra ver a qualidade diferenciada. Sempre muito simples, humilde… Foi um aprendizado pra mim”.

Hoje retornou ao São Gonçalo, clube da cidade onde nasceu, mas garante que não é para encerrar a carreira. Defendendo seu 15º time, precisa parar e fazer as contas para dar certeza sobre esse número.

“De cabeça, nem eu sei ao certo em quantos clubes joguei. Teria que parar e contar. O que tenho certeza é que foram muitos”.

Fonte: Fox Sports
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