Jean é o maior ladrão de bolas deste início de Brasileiro

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Não foi por falta de incentivo que Jean não tentou ser meia ou atacante. Seu Gilson, ex-zagueiro, treinava o filho na própria escolinha no Distrito Federal e de vez em quando colocava o garoto para jogar mais perto do gol adversário. Não adiantava. Pouco tempo depois, lá estava o menino na metade defensiva do campo, correndo atrás de mais um desarme com disposição incomum. Pelo visto, roubar bolas parece ser o dom do jogador do Vasco. Maior ladrão do último Estadual, ele já lidera a estatística no Campeonato Brasileiro. Sem vergonha de brilhar mais pela raça do que pela técnica, conquistou seu espaço no time de São Januário e no coração da torcida.
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São 13 desarmes certos. Apenas Gilberto, também do Vasco, e Marcão, do Atlético-GO, roubaram tantas bolas. Aos 22 anos, faz da condição física privilegiada uma de suas maiores armas. Jean é muito forte e quando explode, tem arranque suficiente para alcançar os rivais e ser certeiro nos carrinhos. Tanto é que, apesar da função basicamente destruidora no time de Milton Mendes, não figura nem entre os 50 mais faltosos da competição.
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– Ele sempre foi assim. Chega tranquilo em qualquer atacante. Eu falo para ele: espera, deixa o outro dar o tapa e depois vai, você alcança – afirmou o ex-jogador de clubes no interior de Paraná e São Paulo, e de Brasília.
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Outra arma de Jean é a disciplina. Desde muito cedo que o garoto resolveu que se tornar jogador era seu objetivo de vida, lembra o pai. Tanto que, ainda na base, topou fazer um caminho pouco comum para jogadores brasileiros e foi parar no Estudiantes, da Argentina, onde treinou com Verón. Um problema cardíaco na adolescência por pouco não acabou com o sonho, mas não passou de susto.

Seu maior desafio agora é tentar minimizar sua deficiência com a bola nos pés. Contra o Bahia, por pouco não foi expulso ao cometer falta depois de errar na saída de bola. Se os recursos com técnicos não são vastos, ele procura compensar com disposição.

– Sempre disse a ele que todo time precisa de um jogador assim, do carregador de piano. Até mesmo os maiores times do futebol brasileiro tiveram esse jogador. No Vasco, ele marca assim e ajuda o Douglas a deitar e rolar – defendeu o pai do volante, contratado por indicação do técnico Cristóvão.

Em São Januário, sua titularidade deve ser posta à prova em breve. Nesta terça-feira, o Vasco apresenta Wellington, emprestado pelo São Paulo até dezembro. A partir da nona rodada, Bruno Paulista, também deverá ter condição de jogo e aumentar ainda mais a concorrência na posição de primeiro volante. Assim como luta para tirar a bola dos adversários, Jean terá de batalhar para manter sua vaga no time principal.
Fonte: Extra Online
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