Martinho da Vila mostra saudosismo com Expresso da Vitória e otimismo com time atual

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Barbosa, Augusto e Rafanelli; Berascochea, Eli e Argemiro; Djalma, Ademir, Lelé, Isaías e Jair da Rosa Pinto. É desta forma, escalando uma das formações do Expresso da Vitória, que Martinho da Vila responde quando perguntado sobre as maiores emoções que teve como torcedor do Vasco. A época, entre 1944 e 1952, quando o clube formou aquele que para muitos foi o maior time da história cruz-maltina, já foi até tema de música do sambista, um autêntico torcedor TIM 4G, daqueles que sempre estão presentes e disponíveis quando o assunto é o Vascão.

Nascido em 1938, Martinho era criança, mas guarda no imaginário e na memória aquele time que marcou época e, em termos de conquistas, é responsável pela fase mais brilhante da história do Vasco. Em oito anos, foram cinco títulos estaduais (1945, 1947, 1949, 1950 e 1952, sendo que em 47 e 49 de forma invicta), além do tetracampeonato do Torneio Municipal de 1944 a 1947 e dois Torneios Relâmpagos, em 1944 e 1946. Para coroar a geração, a maior proeza do Expresso foi a conquista invicta do primeiro Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões, em 1948, no Chile. Não foi à toa que a equipe foi a base da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950.
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Na música “Sou Brasileiro”, do CD “De bem com a vida”, lançado em 2016, Martinho fala de duas paixões dele: a Vila Isabel, escola de samba que lhe empresta o sobrenome artístico, e o Vasco, dedicando versos para o Expresso da Vitória. “Do Vasco da Gama tenho uma bela história// Mas como sinto saudade do Expresso da Vitória// Um time de grandes craques// Que não sairão da memória”, diz a letra.

– Não houve nunca mais jogadores iguais àqueles do Expresso da Vitória. Atualmente, não tem mais jogador que se identifique, o time muda toda hora, os jogadores não se fixam no clube. Hoje, o Nenê é o melhor que temos lá, o cara mais identificado. Colocaram no banco, mas ele segurou a onda, ficou na dele. Teve personalidade e estrela para entrar e fazer o gol contra o Fluminense – disse Martinho, se mostrando saudosista e ao mesmo tempo atualizado sobre o futebol vascaíno.
A influência para o sambista ser cruz-maltino veio do padrinho, Sebastião Rosa, cresceu com o Expresso da Vitória e se tornou sólida quando o jovem Martinho José Ferreira conheceu a fundo a história do Vasco e a importância do clube na luta contra o racismo no futebol carioca.
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– Permaneci vascaíno por causa da história do Vasco. Não sou torcedor do tipo que sofre. O Vasco tem que me agradar para eu acompanhar. Torço mais por conta das provocações com os torcedores rivais. Provoco e sou provocado. Atualmente, tenho sido mais provocado – diverte-se o sambista, que não perde o bom humor e até já fez música para a má fase do clube.

Em “Calango Vascaíno”, Martinho canta “Minha alegria é ver o Vasco jogar//
Eu tô cansado da derrota, mas não vou me entregar”. Ele mostra que realmente não se entrega e esbanja otimismo com o atual time no Campeonato Brasileiro.

– O Vasco vai ser campeão brasileiro – garante.

Fonte: Lance.com.br
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