Milton Mendes brinca e dá receita para parar Guerrero: “Só de metralhadora”

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Ao entrar na sala de imprensa de São Januário, vestindo blazer e camisa social impecáveis, Milton Mendes cumprimentou todos os jornalistas pelo nome. Com enorme educação e um sorriso no rosto, o técnico foi irreverente também ao falar do Flamengo, adversário no clássico deste sábado, às 18h, na casa cruz-maltina. Perguntado sobre como parar o atacante da equipe, o peruano Paolo Guerrero, ele não titubeou.

– Para parar o Guerrero, é só de metralhadora (risos). É parecido com o Luis Fabiano. Faz bem o pivô. O forte dele é esse. Ele domina, afunda nos zagueiros e vem nos espaços. Aí que aparecem os outros jogadores. Admiro muito ele, o Diego e vários outros do Flamengo. Sei como a equipe deles joga. Os jogadores sabem também. Treinamos em cima das características que ele tem para neutralizá-las e outras que podemos tomar partido – declarou Milton.

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Milton Mendes comanda o Vasco neste sábado, em clássico contra o Flamengo (Foto: Caio Blois)Milton Mendes comanda o Vasco neste sábado, em clássico contra o Flamengo (Foto: Caio Blois)

Milton Mendes comanda o Vasco neste sábado, em clássico contra o Flamengo (Foto: Caio Blois)

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O tom do discurso às vésperas do encontro é de ansiedade e otimismo. Se não chega a promover o clássico como o presidente Eurico Miranda, ele garante uma “atmosfera diferente” para enfrentar o Fla na Colina.

– É um jogo diferente, atmosfera diferente. O rival agora é o Flamengo, mas já jogamos contra os outros. Temos que encarar o jogo como uma final. É o jogo mais importante porque é o próximo. Estamos preparados e ansiosos para o momento do jogo porque queremos vencer. Sabemos da responsabilidade de jogar contra o Flamengo, excelente time, com excelentes jogadores e excelente treinador, mas temos nossas armas. Vamos com força total – comentou.

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Para o jogo, mesmo com os desfalques – que segundo ele, não lhe tiram o sono -, Milton promete força total e tem como novidades os nomes de Rafael Marques, Wellington e Bruno Paulista.

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– Não olho para os problemas, mas para as soluções. Vejo o que posso fazer melhor. Temos jogadores suspensos e lesionados, isso vai acontecer.. Nós não jogamos com primeiro ou segundo volante. Usamos ocupação de espaços. Esses dois encaixam perfeitamente, um é destro e o outro é canhoto, um passa e o outro arranca, enfim. Tenho plena confiança em todos eles. O Bruno está há três meses na espera para jogar. Nada é por acaso. Tenho confiança total neles.

Por fim, Milton também exaltou a importância da torcida vascaína no clássico em São Januário.

– A torcida tem sido o 12º jogador. Temos sentido um calor grande em campo, tem nos ajudado. Sentimos isso nos outros jogos. Nosso torcedor é muito valorizado por nós, eles sabem o valor que tem. É fundamental o apoio deles, eles sentem que o nosso time tem dado uma resposta em termos de luta, garra e determinação dentro de campo. Isso tem feito a diferença. Quando estamos cansados, o torcedor nos empurra. Isso nos dá alento e força.

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Confira a íntegra da coletiva de Milton Mendes no Vasco:

Manga Escobar no banco

O Manga vai para o banco. Antes que haja qualquer tipo de discrepância. Ele foi chamado a atenção por entrega de trabalho. Jogador, como falei, é merecimento, meritocracia. Quem treina bem para o jogo. Ele entendeu, viu que precisava mudar, mudou e está convocado. Nós estamos aqui para facilitar. Eu não estaria sendo honesto com os outros. Se errar, vou errar tentando acertar.”

Polêmica do churrasco

Os meninos resolveram fazer um churrasquinho. Aqueles amiguinhos chamaram amiguinhas. Nada demais. Aquilo foi 23h, 0h acabou. Churrasquinho de “juvenada”. A gente tentou mostrar para eles o outro lado. Foi numa segunda. Nosso jogo era só sábado. As pessoas tentam aumentar isso.

Profissional tem que encarar a vida de uma maneira diferente. Tínhamos treino no dia seguinte. Depois eles explicaram para nós o que aconteceu. Mostramos para eles o que deveria ser feito. Fato é que não é legal, não foi legal para eles, mas não teve nada de muito relevante. São garotos solteiros. Não vejo como um problema grande.

Chamamos a atenção e mostramos o caminho. Avisamos dos perigos. A decisão é deles. Todo mundo tem o livre arbítrio. Foi uma coisa pequena. Se se estender para outras coisas, muda o papo. São meninos extraordinários, não avaliaram a importância. Os fatos estão aí e avaliamos a importância do jeito que queremos.

Clássico contra o Flamengo

Ganhar um clássico é sempre muito bom. Mas o clássico tem o mesmo valor de pontos que tem o Atlético-GO. Mesmas cores, três pontos. Ganhamos em casa. O torcedor encara de maneira diferente. A gente também. O torcedor é importante para nós. Espero que ele nos acompanhe. O time deles está bem e nós também.

“Manutenção” do elenco

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É difícil individualizar quando é um esporte coletivo. Dentro das minhas ideias, quando um se sobressai, o coletivo que sobressai esse um. O Yago, anteriormente, Nenê, Mateus, Wagner, eles têm conseguido encorpar o meio campo: fechar as linhas de passe e sair. Vinhamos buscando um equilíbrio. Temos que nos proteger e ter qualidade ofensiva. Dentro disso, a equipe tem oscilado em alguns momentos pelo período de construção. Hoje nós estamos à procura, com o nosso nécleo duro do time pronto e vamos encaixando quem vai melhor. O jogo de quem não joga é durante a semana. Os que estiverem bem são opções para o jogo. Assim que mantenho meu time.

Análise sobre o Flamengo

Trocando o pé do Everton Ribeiro ele encorpa o time para a saída do lateral ou a subida do volante. A equipe se tornou mais flexível. O lado esquerdo com o Everton fica mais seguro, como ele queria anteriormente, usando dois laterais em um lado.

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Ele (Zé Ricardo) busca o equilíbrio nas laterais com a movimentação dos meiocampistas que tem qualidade. Quando a bola chega no Guerrero, tem um pivô muito bom, aproximação do Diego, paralela do Everton Ribeiro, como no gol que eles fizeram no último jogo. A bola entra no pivô, aproxima um e abre a lateral.

Eurico Miranda e o Clássico dos Milhões

O presidente é um cara extraordinário. Merecia ser melhor conhecido. Tem que aprender muito com ele. Ele é diferente. As vezes julgam pela postura de fala. Quando não é do jeito que se espera, cria-se uma barreira. O tom é porque a pessoa fala com tanta convicção que as pessoas interpretam de maneira negativa.

Ele nunca disse nada para mim de dar mais importância ao Fla. Esse jogo é diferente. Repito o que digo: podem aprender muita coisa com ele. O presidente nunca falou que devemos encarar diferente. Repito o que digo: podem aprender muita coisa com ele.

Fonte: Globo esporte.com

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