Volante que chorou ao chegar ao Vasco quase largou tudo para virar policial

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Hoje com uma carreira consolidada no futebol, o volante Auremir poderia estar hoje perseguindo bandidos ao invés de correr atrás dos atacantes adversários. Após atuar na base do Sport até os 17 anos, ele resolveu largar o futebol para estudar após o falecimento de seu pai.

“Resolvi prestar concurso público e fiquei um ano estudando para entrar na polícia militar. Queria ter uma estabilidade financeira. Fiz as provas na PM e consegui uma nota que me deixou na lista de espera, mas não fui chamado até hoje”, contou ao ESPN.com.br.
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Durante este ano, o jovem não atuou nem por times de várzea, mas um inesperado convite o fez mudar de ideia.

“Eu não sei te explicar porque voltei, mas eles iam fazer uma seleção da cidade para um torneio no interior de Pernambuco e chamaram”, relatou.

Ele foi campeão do torneio e foi chamado para integrar o Sub-20 do Náutico. Após se profissionalizar, em 2010, o jogador foi emprestado ao Botafogo-PB antes de retornar ao Timbu.
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“Eu estava no grupo que subiu para a Série A do Brasileiro em 2011. No ano seguinte, eu me firmei e fui eleito revelação do Estadual”, afirmou.

 

  • ‘Choro não foi planejado’

 

Em 2012, o jogador despertou interesse do Botafogo, mas o Vasco chegou com uma oferta concreta e levou a melhor. Em sua entrevista de apresentação no clube de São Januário, Auremir chorou após um repórter perguntar a respeito do número 25, adotado pelo jogador.
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“Eu falei que era data de aniversário do meu pai e comecei a me lembrar de tudo que passei na vida até chegar ao Vasco. Não foi planejado, mas foi válido porque foi de coração”, explicou.

“Meu pai era muito observador não externava muito, mas tenho certeza que era um sonho dele. Consegui concretizar o sonho da nossa família”, comemorou.

No time da Colina, ele jogou ao lado de nomes como Fernando Prass, Dedé, Alecsandro e Carlos Alberto. “Fui muito bem recebido pelos jogadores, torcida e isso me ajudou a fazer um bom ano. O carinho das pessoas foi demais”, agradeceu.

DIVULGAÇÃO/VASCO

Auremir durante partida contra o Grêmio
Auremir durante partida contra o Grêmio

Logo que chegou, Auremir já foi regularizado e teve a missão de substituir Fágner, que havia sido vendido na semana anterior para o Wolfsburg, da Alemanha.

“Eu estava de lateral direito não esperava ter essa chance. Não estava preparado. Minha estreia conta o Santos. Fiz um jogo legal e vencemos. A mídia me elogiou muito porque a pressão é muito grande e pude fazer um bom jogo”, garantiu.
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No final do ano, porém, ele deixou o time carioca após 15 jogos por causa de problemas financeiros.

“Nem foi uma escolha minha, o Náutico tinha me vendido e não tinha recebido parte do dinheiro. Eu acabei voltando, mas minha vontade era ficar no Vasco”, explicou.

 

  • Aventura na Turquia

 

Ao retornar ao Náutico, ele viveu um período complicado na carreira.

“Eu tinha contrato de Série A com cinco anos de duração. Não recebia salários há quatro meses e não queriam pagar o que me deviam. Além disso, eles queriam reduzir meu salário porque o time estava na Série B. Não aceitei e fui afastado. Depois fiquei afastado nove meses sem jogar”, lamentou.

GAZETA PRESS

Auremir (à dir.) se destacou no Guarani
Auremir (à dir.) se destacou no Guarani

Após sair do time pernambucano, Auremir passou por Paraná, Sampaio Corrêa e Guarani. Com o destaque no começo da Segunda Divisão Nacional deste ano pelo time paulista, ele recebeu propostas de clubes da Coreia do Sul, Arábia Saudita e do Sivasspor, da Turquia.
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“Pesou muito eu ter aceitado porque o treinador do clube turco me viu jogando e tinha me procurado. Ele contava comigo. É uma experiência nova e me senti preparado e maduro para aceitar o desafio”, reconheceu.

O volante chegou pouco antes do começo do Campeonato Turco. Com apenas quatro dias de treinos ele foi regularizado e já entrou em campo.

“Achei o futebol daqui mais intenso e disciplinado taticamente. Os times no Brasil vão cansando e fica mais espaçado e cuidam menos da tática. Aqui eles ficam 90 minutos rígidos da mesma forma. Estou me adaptando bem. Espero continuar dando sequência”, relatou.

Como mora em uma cidade pequena de maioria muçulmana, o brasileiro ainda tem dificuldades na comunicação.

“Fui a um restaurante e não tinha cardápio em inglês. Mas no idioma deles eu não entendo nada em turco. O frango deles veio apimentado com molho e não almocei”, contou.

Ainda morando sozinho, o volante em breve terá a companhia de sua esposa.

“Estou em um hotel e vamos para um apartamento. No meu time tem um brasileiro chamado Leandrinho que tem me ajudado com língua a e adaptação”, finalizou.

Fonte: Espn.com.br
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